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caminhão

Terceira Edição do Juventude Okupa a Cidade! Qual é o seu grito?

8 Abr

Vem aí a terceira edição do Juventude Okupa a Cidade! Qual é o seu grito – 13 de abril. 19:00hs Centro Cultural da UFMG. Acessem – www.okupa.concatena.org

MARCHA DA ESTAÇÃO

23 Mar

MARCHA DA ESTAÇÃO

Passando por aqui pra deixar um alô e botar a MARCHA DA ESTAÇÃO, em homenagem ao povo da praia, segunda colocada no CONCURSO MESTRE JONAS DE MARCHINHAS CARNAVALESCAS da BANDA MOLE em 2012.

MARCHA DA ESTAÇÃO

(Renato Villaça/João Basílio)

Começa com ême.
Termina com “erda”.
Adivinha o que que é!

Perfeito como esse é a pura prefeição.
Ele é tão bão que agrada situação e oposição.
Interditou a praça e trouxe a praia pra estação.
Só falta confiscar o troperão do Mineirão!

É tanta obra que já ta faltando até cimento.
Só não dá conta mesmo de estancar o alagamento.
Mas sei que não tem jeito. É só isso que lamento.
Depois que a lama seca o povo cai no esquecimento!

Começa com ême.
Termina com “erda”.
Adivinha o que que é!

Instalou mil radares no anel rodoviário.
Pra duplicar as multas no lugar do assoalho.
E tudo isso às custas desse meu pobre salário.
Às vezes acho que no fundo fui feito de otário!

E todo mundo canta pelas ruas da cidade
Aquele sertanejo que virou publicidade.
Não sei se é propaganda ou se é de verdade.
Parece que ele é mesmo uma unanimidade!

Começa com ême.
Termina com “erda”.
Adivinha o que que é!
http://soundcloud.com/renato-villa-a/marcha-da-estacao-mp3

Um abraço!
Renato Villaça
jokeboxrenatovill.blogspot.com

Manifesto: Todo Apoio à Comunidade Zilah Spósito Helena Greco

16 Mar

Todo apoio à Comunidade Zilah Spósito Helena Greco

Belo Horizonte, 14 de março de 2012

A Comunidade Zilah Spósito Helena Greco constitui referência de luta e combatividade para a cidade de Belo Horizonte. Cerca de 130 famílias ocuparam terreno abandonado da Prefeitura – que não cumpria definitivamente sua função social – no início de 2011. A ocupação se apresentou como única alternativa para a conquista da moradia, uma vez que o projeto Minha casa minha vida não contempla aqueles que ganham de um a três salários mínimos.

Estas famílias ergueram aí, com as próprias mãos e os próprios recursos, suas casas. Transformaram um local deserto em uma comunidade viva onde as moradoras e os moradores preservam a natureza, constroem suas vidas e seus sonhos.

Desde então, esta comunidade tem sido alvo da política criminosa da Prefeitura de Belo Horizonte na sua ofensiva de aprofundar o projeto de privatização, higienização e militarização da cidade. Em outubro de 2011, houve a primeira tentativa de despejo: fiscais, gerentes e guardas municipais, juntamente com a Polícia Militar de Minas Gerais, invadiram a ocupação, sem mandado judicial, com forte aparato bélico. Usaram spray de pimenta e terrorismo psicológico contra idosos, mulheres e crianças. Destruíram 27 casas de alvenaria, além de barracos de lona e moradias em início de construção. A resistência da comunidade garantiu a sua permanência no local.

Hoje, a situação é ainda mais grave: o mandado de reintegração de posse foi expedido, o que torna iminente o despejo destas 129 famílias, além de 300 outras circunvizinhas, algumas residentes no local há mais de 10 anos – são, portanto, 429 famílias atingidas, numa área de 31 mil metros quadrados! Estas pessoas não têm para onde ir. O objetivo do prefeito Márcio Lacerda é jogá-las nas ruas para entregar o terreno à sanha da especulação imobiliária.

Sabemos que os moradores vão resistir – trata-se, afinal, de suas vidas e seus sonhos! Sabemos também que a prática do governo municipal de Belo Horizonte em relação aos trabalhadores e aos movimentos populares é a da violência explícita: a Polícia Militar é acionada para agir como um exército em campo de batalha cujo objetivo é exterminar o inimigo – tudo em nome da propriedade e do capital. O juiz Alyrio Ramos, da 3ª Vara da Fazenda Municipal, que decidiu a questão contra a Comunidade Zilah Spósito Helena Greco autorizou, inclusive, a demolição sumária das casas, o que envolve também a destruição dos pertences de seus moradores.

Temos, portanto, que unir forças com a Comunidade Zilah Spósito Helena Greco para evitar todas estas arbitrariedades e garantir o direito básico de morar e viver dignamente. Temos que impedir um banho de sangue articulado pela prefeitura de BH, pelo governo do estado e pelo poder judiciário, que sempre dá ganho de causa para os poderosos.

A guerra generalizada contra os pobres – resultado do conluio entre o executivo, o legislativo e o judiciário tornou-se, aqui no Brasil, política de Estado. Este é o país dos massacres periódicos, que têm adquirido sistematicidade assustadoramente regular nas últimas décadas. Em janeiro deste ano, no Pinheirinho (São José dos Campos, SP), uma das maiores ocupações urbanas da América Latina, cerca de 9 mil trabalhadoras e trabalhadores foram despejados numa verdadeira operação bélica, tiveram suas casas destruídas e foram massacrados – houve mortos, feridos e casos de estupro executados pela Polícia Militar de São Paulo.

Em Belo Horizonte, consolida-se a criminalização dos pobres e dos movimentos sociais. Além da Comunidade Zilah Sposito Helena Greco, estão na mira da prefeitura, do governo do estado e da especulação imobiliária as Comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara. Sobre elas também pesa o mandado de reintegração de posse; ainda não foram despejas porque estão organizadas e têm resistido bravamente.

A única maneira de reverter este quadro é a nossa resistência e a continuidade da luta. Não podemos permitir que se repita a política genocida que levou a massacres como o dos Ianomâmis, de Eldorado de Carajás, de Corumbiara, de Acari, da Candelária, de Vigário Geral, do Taquaril, de Maio de 2006 em São Paulo, de Pinheirinho e dos Guarani-kaiová.

Fazemos nosso o lema das Comunidades Zilah Spósito Helena Greco, Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara:

Ocupar, resistir, construir!
Todo apoio à Comunidade Zilah Spósito Helena Greco!
Mexeu com a Comunidade Zilah Spósito Helena Greco, mexeu com a gente!
Abaixo a repressão!

Abaixo o prefeito Márcio Lacerda, o governador Anastasia, o juiz Alyrio Ramos e sua política criminosa contra a classe trabalhadora e os movimentos sociais!

Assinam este manifesto:

Comunidade Zilah Spósito Helena Greco, Comunidade Camilo Torres, Comunidade Dandara, Comunidade Irmã Dorothy, Movimento de Luta pela Moradia/MLPM, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto/MTST, Movimento Luta Bairros e Favelas/MLB, Brigadas Populares, Central Sindical e Popular/CSP-Conlutas, Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania/IHG, Coletivo Nada Frágil, Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas/AMES-BH, Coletivo Mineiro Popular Anarquista/COMPA, Movimento Luta de Classes/MLC, Movimento Fora Lacerda, Partido Socialismo e Liberdade/PSOL, Partido Comunista Brasileiro/PCB, Partido Comunista Revolucionário/PCR, Ocupa BH, Ocupa Câmara, Fora do Eixo, Núcleo da Dívida Cidadã, Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Massas Alimentícias e Biscoitos de Contagem/Sindmassas, Jornal Inverta, Comitê D. Luciano, Associação dos Geógrafos do Brasil/AGB-BH, Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura/FENEA, Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Grupo Tortura Nunca Mais-RJ, Partido da Causa Operária/PCO, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado/PSTU, Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal/ Sinderede-BH.

13 Fev

LEO BURGUÊS SE FANTASIA PARA O CARNAVAL

Hello world!

6 Fev

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